Fábio Lopes, vereador de João Pessoa e candidato a deputado estadual, levantou a voz contra um sistema que, segundo ele, protege o criminoso em vez de proteger a vítima. A saidinha de presos, aquele benefício que permite que detentos saiam temporariamente da prisão em ocasiões especiais, virou alvo de crítica firme do parlamentar quando um caso real revelou a falha: um homem que estava em benefício de saidinha cometeu crime grave contra suas próprias filhas no Dia dos Pais. Para Fábio Lopes, essa situação mostra que a legislação atual falhou. A solução é reformar a lei para proteger a população: restringir a saidinha a presos de baixa periculosidade e manter sob cuidado do sistema penitenciário aqueles que representam risco real à sociedade. Esta página explica a posição de Fábio Lopes, como ele defende mudanças na lei e qual é seu plano para levar segurança real a toda a Paraíba.
O que é a saidinha de preso
A saidinha é um benefício previsto na Lei de Execução Penal brasileira que permite ao detento sair temporariamente da prisão em dias específicos, como férias, natal, aniversário ou ocasiões familiares. O objetivo formal é humanizar a execução da pena e facilitar a ressocialização do preso, permitindo que ele mantenha laços familiares durante o cumprimento da sentença.
Na prática, o benefício funciona assim: o preso recebe autorização para deixar o presídio por um período determinado (geralmente dias), com compromisso de retorno. É uma concessão condicionada, não um direito absoluto. Hoje, presos de todas as categorias de crimes podem acessá-la, desde que atendam aos critérios de bom comportamento carcerário.
O caso que questiona o sistema de saidinha
Fábio Lopes partiu de um fato concreto para questionar o sistema. Um homem que estava cumprindo pena e gozava do direito de saidinha saiu da prisão no Dia dos Pais e cometeu crime grave contra suas próprias filhas. Para o vereador, esse tipo de situação não é um erro isolado, mas um sintoma de um sistema que falhou em sua função primária: proteger a sociedade e as vítimas.
Para Fábio, o fracasso não está em querer ressocializar presos, mas em não distinguir quem pode ser ressocializado de quem representa risco real. Não é possível tratar da mesma forma quem cometeu roubo simples e quem matou, estuprou ou maltratou crianças. A lei precisa ser cirúrgica: benefício para quem realmente pode retornar à sociedade, restrição para quem não pode.
Presos de alta periculosidade não podem ter direito à saidinha
Fábio defendeu que a lei seja revista para criar duas categorias claras: presos de baixa periculosidade, que podem acessar o benefício, e criminosos envolvidos em crimes graves, que não deveriam sair das prisões em nenhuma hipótese enquanto cumprem sentença. Para o vereador, a legislação atual gera um vácuo de proteção que favorece o criminoso, não a vítima.
Segundo Fábio, quando alguém foi condenado por morte, estupro, tortura ou abuso sexual infantil, a prioridade do estado não pode ser dar-lhe liberdade temporária, mas garantir que aquela pessoa permaneça em segurança sob custódia, protegendo a população.
Saúde mental dentro da prisão, não na rua
Fábio também defendeu uma visão específica sobre presos que necessitam de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Para o vereador, esses indivíduos não devem acessar a saidinha, mas sim receber esse atendimento já dentro do sistema penitenciário. O argumento é claro: a segurança pública é função do estado, e quando o estado constata que um preso tem distúrbios psicológicos, a resposta não é libertar temporariamente, mas reforçar a vigilância e o tratamento em ambiente seguro.
Essa posição parte de um princípio maior: o direito à segurança da população não negociável com o direito do criminoso a comodidades.
A responsabilidade estatal com a vítima
Enquanto a legislação de execução penal prevê ressocialização, ela não deve abrir mão do seu dever primário: proteger aqueles que sofrem violência. Quando alguém é condenado por crime grave, a prioridade não é fazer que o criminoso se sinta melhor com uma saída temporária, mas assegurar que ele não cometa novo crime. Para Fábio, essa é uma questão de justiça básica.
A Paraíba vive sob pressão de violência urbana. Famílias têm medo, comerciantes reforçam segurança, mulheres evitam certos horários. Nesse contexto, permitir que presos de alta periculosidade ganhem privilégios não é humanitário, é negligência. A proposta de Fábio é simples: seja duro com quem foi duro com inocentes. Por isso, ele defende também o combate a fações criminosas e o fortalecimento das forças de segurança que trabalham a frente contra o crime organizado.
Fábio Lopes e a defesa da segurança pública na Câmara
Essa posição sobre saidinha é coerente com a atuação de Fábio Lopes em defesa da segurança pública. O vereador tem histórico de questionamentos sobre o funcionamento das forças policiais, sobre a presença de fações criminosas no estado e sobre a necessidade de priorizar o policial valorizado sobre o criminoso protegido. Fábio defende que a Guarda Municipal de João Pessoa seja equipada e que haja integração entre as forças de segurança.
A saidinha de preso se conecta a um eixo maior de sua campanha: há leis que precisam ser revisadas em favor da vítima, não do criminoso. A prevenção às drogas no ambiente familiar segue o mesmo princípio, assim como o Programa Ordem Pessoense, que busca fortalecer a presença do estado em territórios com índices altos de violência.
FEZ × FARÁ: de João Pessoa para a Paraíba
Fábio Lopes trabalha com uma régua simples: prova antes de promessa. O que ele questiona e propõe na Câmara de João Pessoa é a base do que pretende levar como deputado estadual para toda a Paraíba.
FAQ: Perguntas Frequentes
1. O que é saidinha de preso?
A saidinha é um benefício previsto na Lei de Execução Penal que permite ao preso sair temporariamente da prisão em dias específicos, como férias, natal, aniversário ou ocasiões familiares. O objetivo formal é humanizar a pena e facilitar ressocialização, permitindo que o detento mantenha laços com a família durante o cumprimento da sentença.
2. Quem tem direito à saidinha atualmente?
Segundo a legislação vigente, presos que atendem aos critérios de bom comportamento carcerário podem acessar o benefício, independentemente do tipo de crime cometido. Não há hoje uma distinção clara que proíba criminosos de alta periculosidade de usufruir dessa concessão.
3. Qual é o posicionamento de Fábio Lopes sobre o tema?
Fábio defende que a lei seja reformada para criar duas categorias: presos de baixa periculosidade, que podem ter acesso à saidinha, e criminosos envolvidos em crimes graves (morte, estupro, tortura, abuso infantil), que não deveriam sair das prisões enquanto cumprem sentença. Para ele, o estado deve priorizar a segurança da vítima sobre o conforto do criminoso.
4. O que Fábio propõe sobre presos com problemas psicológicos?
Fábio defende que presos que necessitem de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico permaneçam no sistema prisional, recebendo esse atendimento já dentro das unidades. Esse cuidado não deve significar liberdade temporária, mas sim vigilância intensificada e tratamento em ambiente seguro.
5. Como Fábio conecta essa pauta com sua atuação mais ampla em segurança?
Essa posição faz parte de um eixo maior da atuação de Fábio na defesa da segurança pública. O vereador questiona a legislação sobre múltiplas frentes: valorização policial, combate a fações criminosas, prevenção às drogas nas famílias e agora a restrição de benefícios a criminosos perigosos. A ideia é que a lei sirva à proteção, não ao agressor.
6. Fábio já apresentou um projeto de lei sobre isso?
O posicionamento de Fábio expressa-se hoje através de pronunciamentos e questionamentos na Câmara de João Pessoa. Como candidato a deputado estadual, ele pretende formalizá-lo em um projeto de lei no âmbito estadual, transformando essa defesa em norma que valha para toda a Paraíba, não apenas a capital.
7. Por que a segurança da vítima deve vir antes da ressocialização do criminoso?
Fábio argumenta que o estado tem duas responsabilidades que podem entrar em conflito: reabilitar o infrator e proteger a sociedade. Quando essas responsabilidades se chocam, especialmente em crimes graves, a proteção da vítima e da população deve ser o critério de desempate. Um criminoso de alta periculosidade que sai da prisão e comete novo crime deixa clara a falha do sistema. Para Fábio, é necessário ser cirúrgico: benefício para quem pode ser ressocializado, restrição total para quem é um risco permanente.
A segurança das famílias paraibanas não pode negociar
Quando o povo sofre e a lei não protege adequadamente, é hora de reformar a lei. A saidinha de preso é um exemplo dessa reforma necessária. Fábio Lopes luta na Câmara de João Pessoa e quer levar esse compromisso com segurança real para toda a Paraíba como deputado estadual. Essa defesa se conecta ao trabalho que realiza pela proteção das mulheres, que também enfrentam risco quando a lei é fraca. A proteção do povo deve ser sempre a prioridade. Compartilhe esta matéria com a sua gente e ajude o Farol a levar segurança para toda a Paraíba. Fábio Lopes, 22000.
Dados Oficiais do Gabinete
Vereador de João Pessoa 2025–2028 (licenciado) • Candidato a Deputado Estadual, PL 22000